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Se a aldeia hoje fica na Polônia

Os livros estão na Polônia. Os primos estão na Ucrânia.

Se o seu bisavô deixou uma aldeia lemko rumo à Pensilvânia, a Manitoba ou ao Paraná antes de 1914, o batismo dele está num arquivo polonês, e abaixo dizemos como lê-lo sem nós. Mas ele tinha irmãos e irmãs que ficaram. Os netos deles foram postos num trem em 1945, e muitíssimos desembarcaram nas regiões de Ternopil e de Lviv. Levaram consigo o sobrenome, a lembrança da aldeia e, às vezes, as fotografias que o seu lado da família tinha mandado para casa. Essa metade da busca é a nossa.

Duas deportações, e a maioria só conhece a segunda

A Operação Vístula, na primavera de 1947, dispersou cerca de 140.000 pessoas pelo norte e pelo oeste da Polônia, e é o nome que sobrevive na memória da diáspora. Foi a segunda onda. A primeira foi maior: pelo acordo de setembro de 1944 entre o novo governo polonês e a Ucrânia soviética, cerca de 480.000 ucranianos foram levados para o leste entre 1944 e 1946. Em alguns distritos da região lemko e nos arredores de Sanok, a maior parte da população ucraniana já tinha partido antes de a Vístula começar; a Vístula levou os que tinham conseguido ficar.

Os primeiros transportes foram longe — para o Donbas, para a estepe em torno de Kherson e Mykolaiv —, e as famílias da montanha não conseguiam viver ali. Em um ou dois anos, muitas tinham voltado por conta própria para o oeste, tão perto de casa quanto a fronteira permitia, e se instalaram nas aldeias das regiões de Ternopil, Lviv e Ivano-Frankivsk, muitas vezes em casas que famílias polonesas tinham acabado de ser obrigadas a deixar. É por isso que hoje se encontra um sobrenome lemko numa aldeia perto de Ternopil que não tem nenhuma história lemko anterior a 1945.

Onde estão os registros do seu emigrante — e para eles você não precisa de nós

As paróquias greco-católicas da região lemko pertenciam à eparquia de Przemyśl, e os seus livros ficaram na Polônia. O núcleo principal é o arquivo do bispado greco-católico, guardado no Arquivo Estatal de Przemyśl; há mais nos arquivos estatais de Sanok, Rzeszów e Nowy Sącz, e material mais antigo no AGAD, em Varsóvia. Grande parte foi digitalizada e pode ser lida on-line sem pagar nada, e voluntários poloneses indexaram muitas paróquias por nome.

Não viajamos à Polônia e não vamos lhe vender uma busca que você mesmo pode fazer. Se isso é tudo de que o seu caso precisa, a avaliação gratuita dirá isso e indicará o arquivo certo. Para o lado eslovaco das montanhas — a região de Prešov —, os livros estão nos arquivos estatais eslovacos, e a maioria está microfilmada e disponível de graça no FamilySearch.

O único documento que leva a pessoas vivas

Toda família levada em 1944–46 foi listada: o chefe da casa e todos os que viviam sob aquele teto, com as idades, a aldeia que deixaram, o que deixaram lá e o lugar onde foram instalados. As listas eram mantidas pelos escritórios de reassentamento e hoje estão nos arquivos estatais das regiões que receberam as famílias.

Para um genealogista, é um tipo incomum de registro. Um livro paroquial leva para trás, aos mortos. Uma lista de reassentamento leva para a frente: ela nomeia a aldeia na Ucrânia aonde a família do irmão do seu avô chegou em 1945, e numa aldeia as pessoas não se mudam muito. O sobrenome em geral continua no portão, e com certeza no cemitério.

Por que o sobrenome precisa ser escrito duas vezes

Os seus documentos trazem o nome em grafia polonesa ou americana — Chomiszczak, Homishak. As listas ucranianas o trazem em cirílico, como Хомищак ou Хомишак, escrito por um funcionário soviético que o ouviu ser dito. Um índice não responde a uma grafia que não lhe foi dada, e é neste ponto que a maioria das buscas para e conclui que nada existe. O mesmo vale para a aldeia: uma lista pode trazê-la na forma ucraniana, na forma polonesa ou na forma que um funcionário em Donetsk fez dela.

O nosso localizador gratuito de aldeias sabe o que um ouvido polonês, alemão ou inglês fez com um topônimo lemko e dá as formas pelas quais procurar.

O que ainda há para encontrar na aldeia onde eles se instalaram

Os túmulos da geração que foi levada, às vezes com o lugar de nascimento gravado na pedra, porque as pessoas queriam que se soubesse de onde eram. Uma igreja ou uma capela que os recém-chegados construíram ou assumiram. Em muitas aldeias, uma sociedade lemko, uma pequena sala de museu, um encontro anual. E pessoas na casa dos oitenta que eram crianças no transporte e sabem dizer quais famílias vieram de qual aldeia — um conhecimento que não está escrito em lugar nenhum e que não estará disponível por muito mais tempo.

O que fazemos, e quanto custa

A avaliação é gratuita: escreva-nos o sobrenome, a aldeia na Polônia e o que a família conta sobre quem ficou para trás. Dizemos por escrito que parte da sua busca está na Polônia e é gratuita, e se vale a pena abrir a metade ucraniana.

Uma verificação dos registros custa US$ 140: se a família pode ser encontrada nos registros de reassentamento, onde foi instalada e quais registros posteriores existem para aquele lugar — uma resposta por escrito, no seu idioma. Um dia na aldeia onde eles se instalaram custa US$ 290: o cemitério lido pedra por pedra, as famílias com o seu sobrenome encontradas e ouvidas, a igreja, a rua, tudo fotografado e gravado. Se nada da sua família for encontrado ali, metade volta para você. Trabalhamos nas regiões de Ternopil, Lviv e Ivano-Frankivsk; para outras regiões, pergunte antes.

O que as famílias lemkos nos perguntam

Meu antepassado partiu em 1905. De que me serve uma lista de 1945?

Ele partiu; os irmãos e as irmãs dele, não. As pessoas na lista de 1945 são os filhos e netos deles — seus primos de segundo e terceiro grau —, e a lista diz para onde foram. É também uma conferência da sua própria árvore: uma casa registrada com idades em 1945 pode ser confrontada com os batismos que você já tem, o que mostra se você está com a família certa numa aldeia onde metade das pessoas tinha o mesmo sobrenome.

Vocês pesquisam nos arquivos da Polônia?

Não. Dizemos com clareza qual arquivo polonês guarda a sua paróquia e o que já está on-line, e essa orientação é gratuita. O nosso trabalho começa onde a família atravessou para a Ucrânia.

Somos rusyn, não ucranianos. Isso muda o lugar onde estão os registros?

Não muda. Os livros registram um rito — greco-católico, mais tarde às vezes ortodoxo — e uma aldeia, não uma nacionalidade, e as listas de reassentamento foram feitas por aldeia. Seja qual for o nome que a sua família se dá, o papel está no mesmo lugar.

Isso vale para famílias boikos, ou para as aldeias em torno de Przemyśl e Jarosław?

Vale. O acordo de 1944–46 cobriu toda a faixa ao longo da nova fronteira — a região lemko, as aldeias boikos ocidentais, Nadsiannia, a região de Chełm —, e as mesmas listas existem para todas elas. As famílias dos arredores de Przemyśl e Lubaczów foram instaladas, na maioria, nas regiões de Lviv e de Ternopil.

E se os meus parentes de lá não quiserem ser encontrados?

Então nós os deixamos em paz. Perguntamos na aldeia abertamente, dizemos quem está perguntando e por quê, e só passamos adiante um nome ou um endereço quando a pessoa concordou. Na prática, a resposta habitual é uma mesa de cozinha e uma caixa de fotografias.

Diga o sobrenome e a aldeia na Polônia

O sobrenome como você o escreve, a aldeia e o que a família conta sobre os que ficaram. Respondemos por escrito em até dois dias úteis — o que está na Polônia e é gratuito, e se há um rastro deste lado da fronteira.

Cinco buscas diferentes

Qual destas é a história da sua família?

Onde estão os registros depende do que aconteceu com a família, e não de onde a aldeia fica hoje. Cada uma destas páginas diz por quais arquivos passa o seu caso e que parte dele não custa nada.

Alguém numa aldeia perto de Ternopil tem o seu sobrenome no portão.

A família foi levada para lá em 1945, da aldeia que a sua família deixou em 1905. Diga o sobrenome e a aldeia, e diremos, sem cobrar, se a lista que liga as duas pode ser encontrada.